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terça-feira, 20 de maio de 2014

Unidos por um bigode

por Talita Andrade


Todo mundo sabe que Charles Chaplin tirou um grande sarro do poderoso Adolf Hitler no filme O Grande Ditador. Mas poucos conhecem as reais motivações que o levaram a isso. Quando perguntado sobre o porquê encarnar o ditador nas telonas, Chaplin foi direto: “Fiz esse filme para me vingar daquele que me roubou o bigode!”. 



De fato, o ator já era mundialmente conhecido muito antes da ascensão de Hitler. Alguns historiadores, inclusive, sustentam que Adolf  teria Carlitos, o adorável vagabundo interpretado por Chaplin, como modelo de popularidade. E que o ditador não perdia um filme seu. 
Outra coincidência entre os dois é a proximidade de nascimento, Hitler nasceu em 20 de abril de 1889, já Chaplin, segundo ele mesmo, - sem certidão oficial, a data de seu nascimento é um mistério para os pesquisadores e biógrafos - veio ao mundo “Quatro dias antes de Hitler”, 16 de abril do mesmo ano. 
Outra versão do bigode
Existem fotos do jovem Adolf Hitler  de bigode comprido para os lados e pontudo, o clássico estilo prussiano, em voga na época. Porém, quando foi enviado para o front francês durante a 1ª Guerra Mundial, Hitler recebeu ordens de cortar o bigode original para que pudesse utilizar corretamente sua máscara anti-gás.



Alexander Moritz Frey, companheiro de Hitler na guerra, deixou escrita sua impressão sobre o primeiro encontro que teve com o colega soldado Adolf Hitler, em 1915, dando uma nova versão para o famoso bigode escovinha. "Um homem pálido, que se jogou no chão do nosso abrigo antiaéreo assim que as primeiras cargas de artilharia começaram a cair sobre nós naquela manhã. Ele parecia alto, mas na verdade era muito magro. Um grande bigode, que teria de cortar depois quando recebemos as novas máscaras contra gases, cobria uma boca muito feia".

Alguns registros históricos descrevem que uma vez finalizada a guerra, Hitler teria gostado mais do seu novo "visual" e assim o manteve até o fim de seus dias.




Fontes:
Uol
Spiegel

O último capítulo da soberania de Hitler

Por Bruna Dealtry

Doze anos de poder acabaram em meses. Hitler recuperou a Alemanha de uma grande crise e em troca ganhou um povo que confiava cegamente no seu comando e ainda montou um exército extremamente disciplinado. Isso era um reflexo da auto-confiança do líder que não pensava na possibilidade de uma derrota na Segunda Guerra Mundial. Mas justamente essa ideia de invencibilidade pode ter sido um dos principais erros de um plano que mudou a história do mundo.

A invasão da Polônia, em setembro de 1939, foi o primeiro passo de um roteiro que parece ter saído dos filmes de terror. Em pouco mais de um mês, Hitler conquistou a primeira vitória que aumentou a certeza de um sucesso absoluto. A partir daí, Bélgica, França, Luxemburgo e países baixos foram vítimas da ganância sem limites do austríaco que implantou a filosofia de que os alemães eram uma "raça superior" e com isso tentou exterminar diversas culturas que estavam em seu caminho.


Não existiam limites para as conquistas alemãs, que abusavam até das mulheres e crianças por onde passavam, e o plano de conquistar a União Soviética seria apenas mais um capítulo de um roteiro pré determinado pelo comandante. Mas as "aventuras" de Hitler estavam com os dias contados. Adolf e a tropa nazista subestimaram os russos e a partir daí começaram a avançar com o pé esquerdo. Em março de 1941, o objetivo da guerra era destruir a URSS e o comunismo. Começaria então uma luta entre duas visões de mundo, e o que era pra ser uma vitória relâmpago para o exército alemão se tornou o começo do fim de uma tirania que deixou marcas profundas.

A invasão da URSS aconteceu em junho de 1941 e foi a batalha mais sangrenta e de maior poder bélico da história. A artilharia da Alemanha abriu fogo numa extensa frente de mais de 1.600 km, indo do Báltico ao mar Negro. Foram mobilizados cerca de 5,5 milhões de soldados da Wehrmacht com o apoio de 600.000 veículos, 750.000 cavalos, e cerca de 2.700 aeronaves. A invasão da União Soviética foi planejada para desdobras-se em três frentes: ao norte, em Leningrado; no centro, em Moscou; e no sul, em Kiev. Mas a resistência da URSS mostrou que esse capítulo seria mais longo do que o esperado e uma mudança de estratégia foi necessária. Decidiram focar em apenas um local que deveria ser Moscou, mas Hitler preferiu ir primeiro para Kiev atrás de recursos econômicos e subestimou o poderio soviético mais uma vez.

O próximo passo foi Stalingrado que começou com bombardeios da Luftwaffe. A luta prosseguiu nos escombros da cidade com uma batalha dura e sem a possibilidade do apoio de tanques por causa do terreno destruído. A Alemanha não estava preparada para uma luta urbana, e no local cada pedaço de terreno foi disputado numa batalha corpo a corpo. A defesa da URSS foi intensa e o contra-ataque reuniu mais de um milhão de soldados.



Sem comida, combustível e munição, o exército alemão estava efetivamente condenado. Foi sugerido a Hitler a rendição como única maneira de salvar o que restava das tropas, mas a ideia foi prontamente rejeitada pelo líder e os soldados que estavam cercados continuaram sendo atacados pela artilharia soviética. Mesmo depois dos acontecimentos, Hitler ainda tentou manter as aparências com uma reverência pelo rádio aos soldados, dizendo que tinham morrido em busca da vitória final da Alemanha que estava por vir. Mas o fracasso em Stalingrado foi o sinal de uma derrota alemã.

A confirmação do fracasso aconteceu em Moscou, em dezembro de 1941. Os alemães estavam a mais tempo do que o previsto em solo russo e o inverno rigoroso piorou a situação dos soldados. As tropas da URSS e os próprios moradores expulsaram os invasores nazistas que estavam congelando, famintos e exaustos da cidade. O exército vermelho não se deteve nas fronteiras russas e seguiu até hastear a bandeira da foice e do martelo no mastro principal do Reichstag, em Berlim, e a Alemanha enfim foi completamente derrotada na guerra.



Na invasão da União Soviética o prejuízo dos alemães foi acima de todos os cálculos nazistas sem contar com os milhões de soldados mortos. Com vergonha da derrota, o fim de Hitler é um mistério com diversos fins, como suicídio, fuga ou assassinato, a única certeza é que esse episódio jamais será esquecido.

Terceiro Reich - A Queda


Fonte:

Portal Vermelho

Os sobreviventes de Hitler - Parte 2: Aleksander Henryk

Por Kamilla Krüger

Aleksander Henryk Laks

Quem olha Aleksander Henryk Laks pela primeira vez não imagina o que esse simpático senhor de 86 anos viveu em Auschwitz durante a Segunda Guerra Mundial.Nascido na Polônia, naturalizou-se brasileiro e por aqui é chamado carinhosamente de Heniek ou Henrique.

Seu drama começou quando o exército nazista invadiu a Polônia, em setembro de 1939. A partir daí, sua vida e de sua família transformaram-se numa luta diária pela sobrevivência. Aleksander que na époco tinha 12 anos, deparou-se com amigos e parentes amarrados ou enforcados no alto de postes da sua cidade natal, Lodz, e viu soldados alemães arrancarem as barbas de judeus com as mãos, deixando suas faces em carne viva.

No entanto, este foi apenas o começo da série de crueldades cometidas contra os judeus. Uma delas foi a fome, que matou cinco mil pessoas no primeiro mês de invasão. Logo após, ele e sua família foram confinados ao gueto de Lodz.Das 160 mil pessoas lá confinadas, Aleksander foi uma das 1.600 que sobreviveram ao gueto.

A fome fez com que a família Laks se entregasse aos nazistas. Levados para diversos campos de concentração, Aleksander, já com 16 anos,  viu sua mãe pela última vez ao descer do trem que os levou para Auschwitz, lugar onde viveu os momentos mais torturantes da sua vida.

Depois de ver sua mãe caminhar para a câmara incineradora, assistiu a morte de seu pai que não resistiu às semanas de caminhada na chamada "Marcha da Morte", de mais de 500 quilômetros, entre vários campos de concentração. Dos 600 prisioneiros que partiram de Auschwitz, apenas 50 sobreviveram. E novamente Aleksander estava entre eles.

A redenção veio junto com a chegada do exército aliado. Aleksander foi salvo pelas tropas que interceptaram o trem que o levava de um campo de concentração para outro. A certeza de que seu calvário teria fim veio na forma de um copo de leite quente, entregue por um soldado aliado.

Hoje, Aleksander Henryk Laks vive em Copacabana no Rio de Janeiro. Presidente da Associação Brasileira dos Israelistas Sobreviventes da Perseguição Nazista, Laks dá palestras e seminários sobre sua experiência durante a Segunda Guerra Mundial, com a intenção de esclarecer as pessoas sobre a necessidade de maior tolerância entre os seres humanos.

Seu livro O Sobrevivente — Memórias de um brasileiro que escapou de Auschwitz, conta em mais detalhes tudo o que esse herói viveu diante da perversidade de Adolf Hitler. Vale a pena conferir.



Entrevista de Aleksander para o Fantástico:

Os campos de concentração no governo Hitler

Por Fernanda Pinheiro

Auschwitz-Birkenau é o nome de um grupo de campos de concentração localizados no sul da Polônia (localizavam-se no território dos municípios de Auschwitz-Birkenau),podemos considera-los como um dos maiores símbolos do Holocausto perpetrado pelo Nazismo na 2ª Guerra Mundial. O governo Alemão, comandado por Adolf Hitler construiu vários campos de concentração e um de extermínio. A principal razão para a criação dos campos foi pelo fato de o número de prisões em massa dos judeus já excedia em grande número a capacidade das prisões convencionais.

Existiram três tipos de campos Auschwitz:

Auschwitz I ->  Servia como centro administrativo de todo o complexo.
Auschwitz II – Birkenau -> O campo de extermínio.
Auschwitz III – Monowitz -> Sua função era basicamente fornecer trabalho escravo.

O número total de mortes estima-se entre um milhão e um milhão e meio.  Durante os anos de “funcionamento” do campo, aproximadamente 700 prisioneiros tentaram escapar, porém apenas uns 300 tiveram êxito. A pena aplicada aos que tentaram fugir era geralmente a morte por inanição.

Entre o começo de 1942 e o fim de 1944, trens transportaram judeus de toda a Europa ocupada para as câmaras de gás do campo. Os que não eram executados nas câmaras de gás, morriam de fome, doenças infeciosas, trabalhos forçados, execuções individuais ou experiências médicas.

Em 1947, a Polônia criou um museu no local de Auschwitz I e II em homenagem às vítimas do nazismo, que desde então recebeu a visita de pessoas de todo mundo que já passaram sob o portão de ferro que tem escrito o infame lema "Arbeit Macht Frei" (OTtrabalho Liberta). Em 2002, a UNESCO declarou oficialmente as ruínas de Auschwitz-Birkenau como Patrimônio da Humanidade.

Maio 1944. Judeus da Transcarpátia chegam a Birkenau

Interior da câmara de gás de Auschwitz I

Entrada do museu com o lema "Arbeit Macht Frei" (OTtrabalho Liberta)

Muro da Execução, onde os prisioneiros eram fuzilados


O carisma obscuro de Hitler

Por Marcela Costa



Se estivermos hoje em dia em uma roda de amigos e alguém disser: “Hitler era um cara carismático” isso provavelmente será bem questionado e as pessoas vão achar que quem disse isso está louco. Mas vamos tentar analisar sem o sentimento ruim que todos sentem pelo ditador.

Será que um homem que não possui carisma nenhum conseguiria fazer o que Adolf fez na Alemanha? Levaria milhões de pessoas a acreditar que aquelas atrocidades estavam certas? Obviamente que muita gente era imune ao discurso dele, mas muitos não.

Após o fim da Primeira Guerra Mundial quando Hitler começou a se engajar na política, os alemães estavam perdidos. O país se encontrava quebrado, o tratado de Versalhes havia sido assinado e não trazia nenhum benefício para os alemães já que eles tiveram que se declararem totalmente responsáveis pela guerra, além da perda de terras, aceitação da independência da Áustria, indenização, etc. Aí começa a queda da República de Weimar e a ascensão do nazismo.

Em 1919 começou a haver uma ‘reeducação’ para os soldados após a revolução socialista. Hitler foi incumbido de falar com os outros do exército sobre os malefícios do comunismo e os benefícios do socialismo. Em seus discursos ele começou a inserir o ódio pelos judeus. Aí nós podemos estabelecer o reconhecimento de um Hitler carismático, quando na base de Augsburg muitos soldados elogiaram a habilidade como um orador. Um deles chegou a dizer que Adolf “revelou ser um orador brilhante e fervoroso que incita a plateia a acompanhar seu discurso”.

Com seu discurso de que a Alemanha tinha que se reerguer, ele foi acumulando seguidores que começaram a pensar da mesma forma. Dizem que a maneira mais fácil de você reunir pessoas em torno de uma mesma causa é o ódio. Hitler despejando toda a sua repulsa pelos judeus conseguiu fazer com que o povo alemão pensasse da mesma forma. Os judeus não deveriam estar ali, a raça ariana era superior, e assim começa a era mais triste da história moderna.

Reunindo seu discurso carismático com sua falta de intimidade pessoal, Hitler começa a ser visto como um salvador, um herói (para alguns). Com uma Alemanha fragilizada e tendo a necessidade de alguém para ser o apoio, os fãs começaram a surgir. Mas no início só alguns fanáticos que acreditavam nele piamente, a situação do país melhorou e por um tempo ele não tinha a força que – não muito tempo depois – viria a ter para controlar todo o território.

Eis que em 1929 a bolsa de Nova Iorque quebra e junto com os EUA, vários países entram em crise, inclusive, a Alemanha. A partir daí o desemprego chegou a níveis insustentáveis, os alemães entraram de cabeça na Grande Depressão. O NSDAP começou a ganhar força entre os alemães. A situação encontrava-se periclitante, obviamente o discurso que Hitler fazia começou a fazer algum sentido, o ódio foi se espalhando e o sentimento de que a raça ariana era superior realmente começou a pegar. Os judeus mereciam os empregos? Claro que não! Primeiro o povo da Alemanha. 

O Partido Nazista ainda teve alguns altos e baixos. Até 1933, greves tomaram conta da Alemanha. O NSDAP uma hora conseguia com que várias pessoas o apoiassem, em outra perdiam votos nas cadeiras de deputados. Eis que em 30 de janeiro do fatídico ano de 1933, o presidente alemão Hindenburg nomeia Adolf Hitler como chanceler da Alemanha. Provavelmente sem ter noção da besteira que ele estava fazendo.

Fontes:
O carisma de Adolf Hitler – O homem que conduziu milhões ao abismo (Laurence Rees)
Portal Terra
Wikipedia

terça-feira, 6 de maio de 2014

Suicídio ou fuga? - os mistérios que cercam o fim da Era Hitler

Por Camille Ferreira

Suposto Hitler morto com tiro na cabeça

Quem nunca ouviu falar de Adolf Hitler, o ditador responsável pela maior carnificina da história da humanidade? No dia 30 de abril de 2014, sua morte, cercada de mistérios até os dias de hoje, completará 50 anos. Mas vamos voltar um pouco no tempo e relembrar sua trajetória.

Adolf Hitler, ditador alemão, nasceu em 1889 na Áustria, na divisa com a Alemanha. De origem humilde, ficou órfão de pai e mãe cedo, e há quem afirme que sua mãe tenha morrido por envenenamento, após ser medicada por um médico judeu. Na escola foi um garoto como qualquer outro. Aos 19 anos, abandona a escola para tentar admissão na Academia de Belas Artes de Viena, mas foi reprovado por duas vezes. Aos 20 anos, continua pintando e tentando vender sua arte, sem muito sucesso. Alistou-se de forma voluntária no exército, tendo se revelado um soldado valente e esforçado. Aos 25 anos, pôde acompanhar o anúncio da Primeira Guerra Mundial, em 1914. Uma guerra de horrores, onde sua pátria foi derrotada, humilhada e arrasada.

Hitler naturalizou-se alemão apenas em 1932 e foi na Alemanha que ele amplificou toda a sua atividade política. Até os 30 anos, Hitler ainda era um fracassado, após sair do exército, associou-se a um grupo nacionalista, o Partido dos Trabalhadores Alemães, que mais tarde viria a se tornar o Partido Nacional-Socialista Alemão, ou nazista.

No dia 30 de janeiro de 1933, o então presidente da Alemanha Paul Von Hindenburg, anuncia Hitler como chanceler do país. Ninguém imaginava, mas, naquele dia, a Alemanha conheceria um ditador frio e perverso. 

Com uma Alemanha rendida, o discurso de um líder carismático como Hitler ofereceria segurança e expectativa de dias melhores, com promessas, muitas promessas ilusórias para 
manter a população à mercê da escravidão.

Além da classe média, operários e camponeses em total desespero, as Forças Armadas também se identificavam com as idéias nacionalistas do ditador. Todos acreditavam que os nazistas os protegeriam de uma ameaça comunista.

Hitler então passou a ser cultuado como um Deus pela grande maioria do povo alemão. Popularmente, já era chamado de Führer (líder). Teve início então o III Reich (Terceiro Império).

Adolf Hitler poderia ter sido uma figura diferente, um verdadeiro líder para seu povo, um grande defensor da pátria, mas preferiu travar uma cruel batalha contra aqueles que julgava indesejáveis. Estava proclamada a superioridade da raça ariana, a quem pertenceria apenas o povo alemão de sangue puro e, consequentemente, a necessidade de reprimir as raças inferiores, como judeus, homossexuais, negros, alcoólatras etc.

É quase impossível precisar o número total de mortes causada pelo regime nazi, em 12 anos de atrocidades nazistas, as conseqüências foram desastrosas. Estima-se que cerca de 6 milhões de pessoas perderam suas vidas.

A queda do ditador

Em abril de 1945, o terror nazista começa a perder força. Tropas aliadas da Grã-Bretanha, França e Estados Unidos, libertaram os campos nazi e depararam-se com os vestígios dos horrores cometidos pelos nazistas. Os russos estavam prontos para tomar Berlim, a cidade estava próxima do fim.

Dia e noite bombardeiros britânicos e americanos decolaram para bombardear a Alemanha, aviões planavam pelo céu levando uma chuva de destruição pelo país. Nunca uma guerra havia causado tanta destruição nas obras humanas. A visão de Hitler para a conquista do mundo estava desaparecendo.

Sua saúde já estava debilitada devido às contrariedades com o front, especialmente após a Batalha de Stalingrado. Ele tinha problemas cardíacos, sofria de insônia, era hipocondríaco e estava envelhecendo de forma precoce.

O grande ditador se mostrou fraco diante da derrota, ela não aceitava perder para os russos, sua falha foi não assumir a derrota, mas as tropas alemães se renderam.

A bandeira branca da rendição agora tremulava por todas as partes, os americanos desceram a bandeira da suástica e, em seu lugar, colocam listras e estrelas.

O russos então tomaram Berlim, e Hitler se viu obrigado a refugiar-se em uma chancelaria com sua esposa Eva.

Em 20 de abril de 1945, enquanto os russos fazem uma varredura por Berlim, Hitler reunia seu staff para a reunião final, onde decidiu quem ficaria com ele até o fim. Hitler então vai para o bunker sob a chancelaria com Eva.

A morte de Hitler

Hitler foi dado como morto em 30 de abril de 1945, mas muitos são os questionamentos sobre o que de fato aconteceu a Adolf Hitler e Eva Braun, com quem foi casado por apenas um dia. A hipótese mais aceita e considerada por muitos historiadores como uma verdade incontestável, é que Hitler e Eva cometeram suicídio, Hitler por arma de fogo e Eva por envenenamento, após ingerir cianeto.

Mas como provar que ele e sua esposa se mataram em um bunker? Não há cadáver, nem autópsia para comprovar sua morte. Durante décadas, embora seu corpo não tenha sido preservado, um pedaço de crânio encontrado com um furo provocado pelo disparo de uma pistola, foi utilizado como prova da morte do ditador, que havia pedido para que seu corpo fosse cremado imediatamente, a fim de evitar que os soldados russos o expusessem à execração pública por vários dias, como aconteceu com Mussolini.

Outra linha de historiadores, no entanto, defende que Hitler teria conseguido fugir com um comboio de submarinos nazistas da classe XXI para um país da América do Sul, a Argentina, onde teria vivido por mais alguns anos e morrido na década de 60, tendo sido um sósia (Ferdinand Beisel) a morrer no bunker em Berlim.

Sua gritante semelhança com Adolf Hitler foi notada por alguns membros da alta hierarquia nazista, que estavam bebendo no mesmo bar onde Ferdinand bebia com alguns amigos. Após alguns copos de cerveja, Ferdinand teve a grande ideia de imitar o Führer. Sem hesitar, eles o prenderam, usando a justificativa de que o pobre homem estava desrespeitando o amado ditador nacional.

Ferdinand foi preso e, como a atenção com a segurança de Hitler estava redobrada, Ferdinand acabou ganhando um novo e importante papel: ser o sósia de Adolf Hitler.

Existem três documentos que sustentam a ideia de que Hitler não se suicidou: “Um do serviço secreto alemão, que diz que Hitler chegou até Barcelona, vindo de um voo da Áustria; do FBI, que indica que o exército americano estaria gastando grande parte do seu tempo com esforços para localizar o ditador na Espanha; e um terceiro do serviço secreto inglês, que menciona um comboio de submarinos nazis saindo rumo à Argentina.”

Certamente ouve muita manipulação e nunca saberemos o que realmente aconteceu, mas as cicatrizes causadas pelo terror de um líder violento, megalomaníaco e com desejo doentio pela conquista, que levou ao caos da Segunda Guerra Mundial, jamais será esquecido e sua morte será lembrada por muitos.

Hitler era adorado pela maioria maçante dos alemães

Hitler à esquerda com seus companheiros no exército



Fontes:
Hitler - Um perfil do Poder; Kershaw, Ian
A Alemanha de Hitler - Origens, Interpretações e Legados; Satackelber, Roderick
Veja - II Guerra Mundial

Hitler e ódio aos judeus. Origem, construção e sustentação

Por Heloísa Helena da Silva

Dizem que numa aldeia alemã nos anos 30, o povo tinha o próprio conceito do que era Nacional-Socialismo: achavam que o Nazismo tinha ligação com pureza e que sua característica era a rejeição sexual. Os idosos desta aldeia diziam que era muito rígido. Apesar desta observação, este grupo de aldeões nunca mencionou nada a respeito sobre o sonho nazista de criar, através da pureza, um mundo mais harmonioso de acordo com suas concepções. O Nazismo colocava como base de suas ideias que o mundo estava em decadência e que esta decadência destruiria o mundo. Segundo os Nazistas, esta era a origem de tudo que ameaçava destruir o mundo. Os Nazistas tomaram para si a responsabilidade de erradicar, através da purificação, a origem de todo mal que assolava o mundo. Assim surgiria uma nova Alemanha, mais fortalecida e bonita.

Assim, com imagens de paisagens bucólicas, quase líricas, o documentário Arquitetura da Destruição inicia a dramática trajetória de um homem movido pelo ódio aos judeus e como este sentimento nasceu, foi construído e se manteve tão forte durante tantos anos.

Origem

O Dia das Artes em Munique, em 1939, talvez seja o marco, para possibilitar a origem, a ideia que iria ajudar Hitler a construir o cenário de ódio que perdurou por muito tempo. Foi a última manifestação artística do Terceiro Reich. Seis semanas após o Dia das Artes começaria a II Guerra Mundial. Artistas e governantes da época acreditavam que as artes demonstravam exatamente o que o povo almejava: a beleza mais pura. Esta beleza pura podia ser traduzida para um mundo, para uma Alemanha, em que a doença, o homossexualismo e a vida cigana não poderiam ser tolerados. Estas ideias contavam com apoio de vários artistas, principalmente os frustrados, em sua maioria no comando do Terceiro Reich. A começar por Hitler, pintor frustrado que tinha o sonho de ser arquiteto. Junto com ele podemos destacar Goebbels, escritor de romances, peças e poesias, Alfred Rosenberg, pintor, escritor e ideólogo do partido e Von Schirach, poeta e líder da juventude hitlerista.

Hitler manteve seu sonho de ser um grande artista até 1920. Pintava aquarelas. Quando precisou se dedicar à guerra declarou “Como eu gostaria de trabalhar com arte”. Esperava que assim que terminasse a guerra voltasse ao seu antigo sonho de ser um grande pintor. Hilter chegou a ser recusado na Academia de Arte de Viena, quando tinha 18 anos. Na cidade de Viena Hitler frequentou óperas e participou de alguns projetos artísticos.

Três anos antes Hitler viveu uma experiência marcante e decisiva. Em Linz, sua cidade natal, assistiu a ópera “Rienzi”, de Wagner. A ópera se passa na Roma Medieval (Roma foi marcada pelo grande império e esquema tático de guerra). Rienzi, porta-voz do povo se coloca contra à aristocracia. Seu sonho é restabelecer a antiga república, mas é derrubado ao final. Hitler fica profundamente comovido com Rienzi e a partir deste momento começa a traçar um plano para o povo da Alemanha a partir de três elementos: Cidade de Linz, na antiguidade e em Wagner, cujo trabalho político era admirado por Hitler e passou a ser seu ídolo.

Construção

Hitler assumiu ideias de Wagner como o antissemitismo, com o mito do sangue puro, a ideia de arte para uma nova Alemanha, mais pura e bonita. Tendo como pilares a propaganda e as artes, Hitler concebeu desde os uniformes até os estandartes, fortalecendo a marca através da identidade visual e associando à ideia de poder. Hitler criou também a insígnia do Partido em 1923. Já no comando do Partido, em 1933, o líder nazista é levado para todos os locais da Alemanha. Os comícios, que eram de proporções grandiosas, passaram a ser uma constante. As apresentações apoteóticas passaram ser uma importante ferramenta de propagação das ideias e fixação dos valores do Führer, pois a massa, o povo, era visto como essencial na solidificação do pensamento de purificação nazista. Para esta multidão deram o nome de “Corpo do Povo”, pois a massa era vista como o sistema circulatório do corpo, propagando por toda a Alemanha as bases do pensamento nazista.









Toda essa agitação toma conta da Alemanha. O Partido, toda organização e, principalmente, os artistas invadem com suas ideias o coração e a mente do povo, iniciando uma verdadeira “faxina” do pensamento alemão. Artistas exigem que todo material artístico contrário à nova ideia de uma Alemanha pura com ideais de raça do nazismo, fosse queimado publicamente. Eles chamavam de “arte degenerada” toda manifestação artística contrária à nova ideologia e que seguisse a cultura bolchevique. Em 1928, Rosenberg funda a primeira organização cultural nazista, que adota posteriormente o nome de Defesa da Cultura Alemã. Esta organização tinha como principal plataforma de ofensiva a higienização da arte moderna. Tudo que fosse considerado feio, deformado, depravado e fora dos padrões convencionais de beleza da época devia ser repelido, banido e expurgado. Este tipo de arte, na visão dos nazistas, representava a doença e peste que os artistas “degenerados” e “pervertidos” carregavam. Inúmeros artistas e suas obras são, a partir deste momento, considerados uma calamidade que ameaça o futuro da Alemanha. Na visão dos nazistas, a propagação desta “calamidade” tinha um grupo responsável: os judeus. Rosenberg ao tratar temas envolvendo os judeus trouxe, o que talvez estivesse apenas como um pensamento, um sentimento concretizado de não aceitação da comunidade judaica, o que posteriormente provocaria e reforçaria a necessidade da atenção mais severa a este grupo que ameaçava o pensamento alemão e desenvolvimento da nação.

Sustentação

Um dos membros mais influentes neste pensamento de “higienização” defendida pela Organização foi Paul Schultze-Naumburg, teórico que levou por toda Alemanha suas ideias e, para fortalecer este pensamento, apresentava também, em suas palestras imagens de deformados que saíam em revistas médicas, salientando a “degeneração” dos artistas e grupos que estavam em posição contrária ao pensamento do comando nazista. A beleza nas obras era uma forma de apresentar a importância da pureza de raça e para isso era comum usar como instrumentos de persuasão utilizar imagens de obras gregas, que eram tidas como ideal de beleza e que o povo alemão deveria e queria adotar.




Com isso, em 14 de julho de 1933, foi criada uma lei para esterilização de doentes. Desta forma o partido garantiria que tais “atrocidades, doenças, perversidades e calamidades” não seriam passadas para a hereditariedade. Todos os casos fora dos padrões nazistas passariam a ser tratados como peste ou doença que deveriam ser eliminados. Neste momento os médicos começam a ganhar notoriedade junto ao comandando nazista. A partir de uma exposição em 1935, na cidade Berlim, a categoria alcança o status de líder da política racial. Os médicos reforçam o pensamento do Nazismo: as maiores ameaças para o alcance de uma raça pura são os judeus, miscigenados (os ciganos faziam parte desta classe) e degenerados. A declaração de Hitler que “o maior princípio de beleza é a saúde”, demonstra o quanto o Führer seria capaz para banir o que fosse diferente do seu pensamento de estética, raça e ideologia. A própria lei de esterilização já indicava que o genocídio estava a caminho.

Hitler enxerga nos médicos uma forma de respaldar sua ideologia de extermínio, colocando os grupos que não representavam o seu ideal como doentes que deveriam ser tratados e depois esterilizados para estancar a semente do mal que traziam: o poder de perpetuar a espécie. Contando com total apoio de Hitler, a classe dos médicos foi a que mais cresceu dentro do Partido. Principalmente após um regulamento nazista que retirou médicos judeus de seus postos e desenvolveu a carreira militar dos novos filiados. Além disso, escolas passaram a oferecer curso de Medicina Nazista. Os médicos passaram a representar o maior número de membros do Partido.


Gerhard Wagner, médico-chefe do Terceiro Reich, tinha certeza de que iria satisfazer a vontade de Hitler: criar o novo homem alemão. Em 1935, na Reunião Nacional do Partido, Hitler confessaria ao médico o desejo de eliminar os “doentes incuráveis”. O Führer aproveita a ocasião para reforçar a ideia da necessidade de se criar um novo homem alemão. Foi nessa reunião que foram divulgadas as Leis de Nuremberg: Lei da Bandeira do Reich; Lei da Cidadania do Reich e a mais temida e responsável pelo extermínio de milhares de judeus, ciganos e homossexuais, Lei da Proteção do Sangue e Honra Alemães.


A exibição, em todas as salas de cinema da Alemanha, do filme “Vítimas do Passado”, idealizado por Wagner para disseminar o pensamento do Partido, provoca horror no povo alemão, que passa a ter aversão a todos os grupos considerados como uma ameaça e se torna definitivamente um aliado à perseguição realizada aos excluídos. Como no filme todos acreditam que o melhor a fazer é ser livrar das pestes e doenças que estavam sujeitos se permitissem a permanência e até a sobrevivência de tais grupos.


Hitler cada vez mais obcecado pela beleza física e estética aproveita todos os seus discursos para declarar que é impossível ter a Alemanha tão desejada sem as mudanças necessárias. Em 1938, Hitler pede intervenção do seu médico pessoal, Karl Bradt, para análise de um caso de uma criança que nascera cega, sem uma perna e sem parte de um braço. A eutanásia é a única indicação feita pelo médico. A partir deste caso a prática passaria a ser constante em casos semelhantes.


No dia 1º de setembro de 1939, começa a II Guerra Mundial. A Alemanha ataca a Polônia e algumas semanas após derrotar a Polônia, Hitler inicia o Programa de Eutanásia. Pessoas com deficiência passariam pelo Programa e logo depois Polônia virou um campo de experimento. Na prisão de Brandemburgo, Hitler aceitou a opinião do médico da SS (Organização paramilitar ligada ao partido nazista e a Adolf Hitler) e recomendou o uso letal de monóxido de carbono. Além disto, o formulário para preenchimentos de informações sobre raça, doenças, capacidade trabalho, religião e ficha criminal eram distribuídos em hospitais e asilos. Todos os pacientes deveriam preencher o formulário, que tinha um espaço reservado para a decisão do médico: se o paciente deveria passar ou não pelo Programa de Eutanásia. Os judeus eram os principais alvos deste assassinato. Com o tempo a equipe médica da SS passou a circular pelas avenidas vestidos com avental branco e aproveitavam para transportar os “pacientes” em ônibus com janelas pintadas para que não fossem vistos. Depois de algum tempo a morte os aguardava. Neste período a família recebia três cartas: a primeira justificando mudança de localização (devido à guerra), a segunda que o membro havia chegado bem e a terceira de condolências com causa fictícia da morte.

Em nome da purificação da “raça pura” a medicina alemã era a mais adiantada, mas este conhecimento científico respaldou uma série de atrocidades que iriam acontecer: “pacientes” encaminhados para a câmera de gás, corpos incinerados em crematórios, médicos falsificando a assinatura de presos em documentos sobre análise comportamental.


Em 1940 Hitler invade a França, em 1941 a Grécia e depois a União Soviética. Na antiga URSS Hitler faz milhares de prisioneiros judeus e já final deste mesmo ano o Führer percebe que a guerra tinha chegado num momento decisivo. Hitler, que queria modificar esteticamente todos os lugares ocupados, enfrentava dificuldades para manter a liderança diante das tropas ofensivas. Percebia também que seu sonho de dominação do mundo estava se esvaindo e que seria difícil manter e fazer todas as modificações que pretendera. Além disso, tinha que saber o que fazer com uma multidão de prisioneiros. Percebendo que iria perder tentou realizar, ao máximo, parte do seu sonho de expurgo dos grupos “degenerados”.


Assim, movido pelo ódio da destruição de seu sonho, Hitler lança a cartada final: doentes, homossexuais, ciganos e judeus são destruídos. Exterminados. Criam-se os primeiros furgões com câmara de gás, informando que eram carros para realizar radiografias dos pulmões, mas na verdade eram carros da morte. Depois criam locais, nas próprias áreas urbanas, para queimar os chamados “degenerados”.

Pouco tempo depois foi preciso mudar de localização, pois era frequente ver tufos de cabelos pelas calçadas e ruas e isso chocava a população. Surgem então os grandes campos de concentração com o objetivo de extinguir o maior número de vidas possível e da maneira mais rápida possível. Quanto mais rápido o extermínio, mais “degenerados” seriam encaminhados para a morte. Na tentativa de expurgar do mundo aqueles que não eram considerados puros estabeleceu-se um circulo vicioso de aniquilação. Um documento alemão registra o número de judeus encaminhados para as câmaras da morte: 11 milhões.


É triste pensar que a arte foi compreendida de modo tão equivocado a ponto de gerar tanto ódio, manter e sustentar por tanto tempo inúmeros crimes em favor de uma raça pura.


Fontes:
Documentário Arquitetura da Destruição


terça-feira, 29 de abril de 2014

As suásticas pelo Brasil - Parte 1

Por Vinícius Corrêa

Quem desconfiaria que o Brasil ainda guarda marcas do nazismo. E não falo de grupos neonazistas, como se pudéssemos realmente identificá-los com a ideologia ariana pregada por Hitler. Mas o que poucos conhecem é que durante a época em que a Alemanha era governada pelo partido nazista, o Brasil recebeu alguns presentes, alguns deles existentes até hoje, ainda que ocultados na nossa história.

Voltemos ao final dos anos 20, quando o Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (Iserj) ainda era a Escola Normal. Sem ter uma sede própria, em 1927 o então prefeito Antônio Prado Júnior fez a aquisição de um terreno na Tijuca para o Instituto deEducação. Ele realizou na época um concurso que elegesse o projeto de arquitetura que figuraria o prédio da instituição. Os selecionados foram os arquitetos Ângelo Bruhns e José Cortes. A construção, em estilo neocolonial, ficou pronta em 1930.

Mas o que o Iserj teria a ver com o nazismo? O instituto possui salas que até hoje são um mistério até mesmo para quem lá estuda. Durante a Ditadura Militar, era proibido entrar em alguns aposentos do prédio, com risco de punição severa. Há quem diga que os locais serviram para tortura. No entanto, ainda se pergunta: E o nazismo? O misterioso por trás desses aposentos secretos é que guarda a resposta. Várias salas, assim como o piso de alguns recintos do teatro do Iserj e o porão estão repletos de ladrinhos com a insignia nazista, a suástica. Eis algumas imagens:

Piso do Iserj com a suástica nazista - crédito: anônimo

Ladrilhos do porão do Iser com a suástica - crédito: Emanoelle Farias

Porão abandonado do Iserj - crédito: Emanoelle Farias

Muitos afirmam que as suásticas teriam sido colocadas na construção do Iserj, projeto de Bruhns e Cortes. Mas se analisarmos com cautela veremos que os azulejos foram colocados lá depois. A inauguração da Escola Normal vem ocorrer em outubro ou novembro do mesmo ano em que ficou pronta, em 1930, ano em que Getúlio Vargas recebeu da Junta Militar Provisória o poder governamental. Até então, o país não havia qualquer ligação com o partido nazista,que só chegaria ao poder na Alemanha em 1933. É bem provável, portanto, que os pisos tenham chegado ao Brasil apenas a partir de 1933, possivelmente como presente de Hitler a Getúlio Vargas.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Quem foi Günther von Kluge

Por Raíssa Leporage

Todos conhecem Hitler e todas as atrocidades que ele fez contra a humanidade. Mas ele não agiu sozinho, ele possuía muitos homens de confiança que o ajudaram durante as suas conquistas.

Faremos uma série com esses generais que podem ser considerados alguns dos “braços direitos” do Führer. O primeiro deles é Günther von Kluge.

Günther von Kluge

Gunter Von Kluge, nasceu em 30 de outubro de 1882 na pequena cidade de Posen, cerca de 280km da Capital Berlim. Filho de militares prussianos ele ingressou no exercito alemão ainda na primeira guerra mundial, contudo foi no período entre guerras que a sua carreira militar decolou, sendo em 1930 coronel, major general em 1933 , em 1933 tenente general em 1934 e em 1936 recebeu um comando de um grande grupo de exércitos, o Comandante do Oeste.

Kluge era adepto da guerra móvel conhecida como Blitzkrig (guerra relâmpago), que consistia em ataques rápidos e de surpresa pegando assim o inimigo desprevenido gerando uma desorganização para os combatentes e consequentemente desmoralizando os outros combatentes.

Com a Eclosão da segunda guerra Kluge foi responsável pelo 4º Exército na invasão da Polônia e com esse mesmo exercito lutou na França e depois foi mandado para o front na Rússia o que veio a causar um mal estar com Hitler pois esse queria que ele conquistasse Moscou com esse exercito, contudo as condições climáticas não estavam ajudando a locomoção das tropas, lembrando que nesse período ocorreu um dos inversos mais severos daquela década.

Kluge sofreu um acidente de carro em 1943 só podendo voltar a ativa em 1944 quando se tornou o comandante dos exércitos do oeste.

Günther von Kluge

Quando acorreu o atentado contra Hitler em 20 de Junho de 1944 mesmo contra sua vontade se juntou aos conspiradores até o momento em que descobriu que ele continuava vivo e com isso cancelou as ordens dadas pelos outros generais. Sendo assim, essa decisão de Kluge foi uma das principais razões para que o golpe não desse certo.

Kluge caiu em desgraça quando estava perdendo o lado ocidental e a partir de uma contra-ofensiva em cima dos aliados que foi um fracasso tendo que recuar as suas tropas, sendo assim mal visto por Hitler, foi destituído do comando e subsistido por Walter Model. Ao ser convocado para se apresentar na Capital, já esperava o que iria acontecer, ele se matou em 19 de Agosto de 1944 ingerindo cianureto.

Fontes:

Google Books

O Homem que Calou Hitler: Jesse Owens

Por Felipe Carvalho


Hitler acreditava na supremacia da raça ariana sobre as demais, e nos jogos olímpicos de 1936, sob a batuta do próprio führer, Jesse Owens, negro, americano, calou o estadio olímpico de Berlin ao ganhar 4 medalhas olímpicas no esporte, até então, o mais nobre das olimpíadas.


Mas algo pouco mencionado na história do evento, revela, em partes, que as teorias de Hitler estavam "certas" (entre aspas), a Alemanha se sagrou campeã olímpica como podemos conferir no quadro abaixo.


Confira imagens históricas dos jogos olímpicos de 36:


terça-feira, 22 de abril de 2014

Clipping: "Homenagem" em aniversário de Adolf Hitler assusta itajaienses

Postado por Vinícius Corrêa

Foto: José Rogério Jesus, RIC TV Record

"Um amigo de Itajaí ficou assombrado ao se deparar com cartazes homenageando o aniversário de Adolf Hitler, ocorrido no domingo (20/4). As peças trazem a assinatura de White Front (algo como “Frente Branca”) e foram coladas em postes no Centro da Cidade. Nos cartazes, a imagem do líder nazista com a mensagem: “Heróis não morrem. Parabéns Führer”. A existência de um suposto grupo ou de simpatizantes do nazi-fascismo é algo novo e intrigante para aquela comunidade".

Fonte: Blog do Marquinhos Espíndola

sábado, 19 de abril de 2014

Um Retrato de Hitler

Um Retrato de Hitler, por John Gunther* (Inside Europe, 1940)


Livro: O grande livro do jornalismo. Editado por  Jon E. Lewis.


O resumo do texto “Um Retrato de Hitler”

Por Ana Carolina Bispo


Gunther já inicia seu texto falando “ADOLF HITLER, IRRACIONAL, contraditório, complexo, é um personagem imprevisível;” Na introdução o jornalista fala um pouco  de como os alemães viam Hitler. Ele afirma que para milhões de alemães honestos ele era sublime, uma figura de adoração que os enchia de amor, medo e êxtase nacionalista. E para muitos outros ele era fraco e ridículo, um charlatão e um demagogo mentiroso.

•       O Ser humano Hitler

Hitler nasceu na Áustria, em 1889 e tinha um desejo profundo de ser artista. Mas seus quadros eram sem ritmo, cor, sentimento ou fantasia espiritual. Os professores de Viena teriam mandado ele para escola de arquitetura, pois seus desenhos eram como de um arquiteto. Não chegava perto da cultura e peso intelectual, por exemplo, de Mussolini. Quase não lia nada e não gostava de intelectuais.

Hitler achava difícil tomar decisões rápidas, ele não tinha harmonia interior e não era um homem forte.  Por algum tempo se dizia que o melhor traço de Adolf era a lealdade. E na verdade ele foi leal... Claro que aos que nunca discordaram dele, que lhe deram obediência absoluta.

Ele era tão fanático e estranho que acreditava nas suas próprias mentiras. Em uma entrevista ao Daily Mail, ele disse que a revolução nazista custou apenas 26 vidas. Dentre tantas outras mentiras, ele prometeu matar-se se o golpe de Munique falhasse; falhou, e ele continuou vivo.

•       O homem sem hábitos

O jornalista menciona que já próximo aos 51 anos as condições físicas do ditador não eram boas.Ele não praticava exercícios e teve alguns problemas de saúde: complicações pulmonares quando menino e ficou cego por causa do gás venenoso da guerra. Em 1935, foi revelada uma operação que Hitler fez meses antes, para retirar um pólido nas cordas vocais.
“Eu não sei quando finalmente fecharei os olhos, mas sei que o partido continuará e governará. Líderes vêm e líderes morrem, mas a Alemanha viverá... O Exército deve manter o poder dado à Alemanha e protegê-lo.”

Esse discurso levou a rumores, não confirmados, de que o tumor na garganta de Adolf era maligno, e que ele tinha um câncer.

Ele adorava música, frequentava ópera todas as vezes que podia. Em muitas noites chamava seu amigo, Hanfstaengl para tocar até ele dormir, de vez em quando Schumann ou Verdi, com mais frequência Beethoven e Wagner, pois ele precisava da música como de droga.

Não ligava para livros, nem para roupas, muito pouco para amigos e nada para comida ou bebida. Não fumava nem bebia, e não deixava ninguém fumar perto dele. Era praticamente vegetariano.

Hitler não gostava de Berlim preferindo Munique ou Berchtesgaden.

•       Amigos

Hitler era um homem de poucos amigos. Mesmos seus funcionários permanentes que podiam vê-lo constantemente nem sempre eram considerados íntimos. Seu mais íntimo assessor, ministro do Exterior, Herr Von Ribbentrop, era uma das pouquíssimas pessoas que podiam encontrá-lo a qualquer momento sem marcar hora.

Era indiferente com as pessoas e não permitia nenhum acesso mais íntimo. Um colega do jornalista,autor do texto, viajou com ele por dois meses nas campanhas eleitorais de 1932 e afirmou que  o Führer jamais falou com ninguém, não se mexia e nem sorria nas longas horas no ar.

Apesar de não de expor sua fraqueza e represar as emoções, muitas vezes ele explodia e entrega-se a ataques de choro. Houve tempo em que chorava muitas vezes quando não conseguia impor sua vontade.

•       Atitude para com as mulheres

Não possuía nenhum interesse por mulheres, pensava nelas como donas de casa, mães ou mães potenciais, para fornecer filhos à pátria.Frau Göbbels dava festas noturnas, para as quais convidava mulheres bonitas e distintas a fim de conhecer  Hitler, mas jamais conseguiu arrumar um par para ele.

Muitos jornalistas alemães investigaram a possibilidade do Líder ser homossexual. Verificaram todos os alojamentos onde ele dormia, entrevistaram donos de cervejaria, garçons de cafés, senhorias, carregadores. Não se descobriu nada, nenhuma relação íntima com ninguém de qualquer sexo. A maioria dos escritores e observadores alemães mais bem equipados para conhecê-lo julgava-o virgem.

•       Atitude para com o dinheiro

Não dava muita importância ao dinheiro tudo o que ele precisava o Estado fornecia. O salário recebido pelo Estado ele doava a um fundo que sustentava operários que sofreram acidentes de trabalho. Pode ser que tenha empregado boa parte de sua fortuna pessoal com sua autobiografia, Mein Kampf, livro que era leitura obrigatória para os alemães e a um alto preço.
Mas é muito difícil na Europa descobrir os dados das fortunas dos dirigentes, pois era proibido para os investigadores de todos os países.

•       Atitude para com a religião

Foi educado como católico, mas logo cedo perdeu a fé e não assistia a ofícios religiosos de nenhuma espécie. Ele buscava eliminar tudo aquilo que pudesse atrapalhar ou competir com seu objetivo: a unificação da Alemanha. Portanto, ao formar seu governo travou uma luta contra os católicos, protestantes, judeus, banqueiros, lojas de departamento e tudo que era internacional que não poderia fazer parte de uma Alemanha pura e genuína. Hitler no seu desejo louco de livrar a Alemanha de elementos não germânicos se opunha a qualquer coisa que não pudesse ser 100% nacional. Considerava o catolicismo uma força competitiva e perigosa, porque exigia do homem duas alianças o que para o Adolf era insuportável aceitar.

Já a Igreja protestante era mais fácil de suportar, pois supostamente a Igreja Luterana era alemã e nacionalista. Hitler achava que bastava colocar um capelão do exército, um feroz nazista, poderia coordenar a Igreja Evangélica na Alemanha e pô-la a seu serviço. Porém a questão não teve sucesso e foi motivo de discórdia. Em um discurso  Heiden cita uma observação de Hitler: “Nós não queremos outro Deus além da própria Alemanha.”
Uns dos ressentimentos de Hitler contra Deus é o fato de Jesus ser judeu. E por isso não perdoava nem aos judeus nem aos cristãos. Muitos nazistas negavam que o Cristo fosse judeu. Outro ressentimento foi por Deus ter permitido a derrota da Alemanha para os franceses na Grande Guerra. Pois nenhum Deus que permitisse que franceses e outras raças “inferiores” ganhassem a guerra, seria um Deus satisfatório para os alemães.

Com 17 anos Hitler encontrou pela primeira vez um judeu com trajes nativos. Este encontro influenciou no seu antissemitismo. E mais tarde essa fúria aumentou e ele dizia que os judeus tomavam empregos dos “alemães”, controlavam a imprensa, o teatro, as artes de Berlim; havia advogados, médicos, professores judeus, era uma pestilência; “pior que a Peste Negra”.

Muito antes de se tornar Chanceler, Hitler não se permitia falar com um judeu nem ao telefone.

•       “Sou eu guardião do meu irmão”

Muitas precauções para proteger o Líder de um possível assassinato são tomadas. O tenente Brückner, principal ajudante, geralmente senta-se sempre ao lado de Hitler. Se a ocasião é de cerimônia e estão presentes grandes multidões, a rota é ladeada por homens da SS (Camisas Negras) alternadamente de frente e de costas armados com fuzis.

•       Fontes pessoais de poder


Uma das qualidades positivas de Hitler era sua objetividade, sua intenção fixada em um propósito. Suas táticas poderiam mudar a estratégia também, mas o objetivo, jamais. Outra que pode ser destacada era o vigor. Todos os ditadores eram vigorosos, na realidade precisavam ser. Entrevistadores que falaram com ele na véspera de uma eleição, depois que fizera vários discursos em um dia, por toda a Alemanha, a semana toda, encontraram-no disposto e calmo.

“Quando tenho uma missão a cumprir, terei força para ela”.

Se um dos homens que Hitler escolheu falhassem, era morte certa. Quando precisava comentar sobre algo desagradável, em geral fala depois da 20 horas, para que os jornais estrangeiros só pudessem publicar uma versão apressada e talvez distorcida das palavras dele.

O Führer era de uma vaidade extrema, mas de forma curiosa não era vaidade pessoal. Mussolini deve ter dado retratos autografados a milhares de admiradores desde 1922. Os que Hitler concedeu a amigos podem ser contados nos dedos das mãos.

Antony Eden, quando visitou Berlim na primavera de 1935, e conversou com Hitler por sete horas, haveria falado que ele tinha um “completo domínio” de questões estrangeiras. Isso, claro, era bobagem. Pois ele não sabia nada sobre questões estrangeiras. Na verdade o que Eden quis dizer foi que Hitler mostrou um firme domínio de sua própria opinião das questões estrangeiras. 


* Jornalista free-lance americano na Europa, Gunther escreveu uma série de Best-sellers intitulados Inside Europe, dando o ‘verdadeiro furo’ sobre o povo e os assuntos do continente. O texto abaixo é um trecho do retrato falado de Adolf Hitler.