terça-feira, 29 de abril de 2014

As suásticas pelo Brasil - Parte 1

Por Vinícius Corrêa

Quem desconfiaria que o Brasil ainda guarda marcas do nazismo. E não falo de grupos neonazistas, como se pudéssemos realmente identificá-los com a ideologia ariana pregada por Hitler. Mas o que poucos conhecem é que durante a época em que a Alemanha era governada pelo partido nazista, o Brasil recebeu alguns presentes, alguns deles existentes até hoje, ainda que ocultados na nossa história.

Voltemos ao final dos anos 20, quando o Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (Iserj) ainda era a Escola Normal. Sem ter uma sede própria, em 1927 o então prefeito Antônio Prado Júnior fez a aquisição de um terreno na Tijuca para o Instituto deEducação. Ele realizou na época um concurso que elegesse o projeto de arquitetura que figuraria o prédio da instituição. Os selecionados foram os arquitetos Ângelo Bruhns e José Cortes. A construção, em estilo neocolonial, ficou pronta em 1930.

Mas o que o Iserj teria a ver com o nazismo? O instituto possui salas que até hoje são um mistério até mesmo para quem lá estuda. Durante a Ditadura Militar, era proibido entrar em alguns aposentos do prédio, com risco de punição severa. Há quem diga que os locais serviram para tortura. No entanto, ainda se pergunta: E o nazismo? O misterioso por trás desses aposentos secretos é que guarda a resposta. Várias salas, assim como o piso de alguns recintos do teatro do Iserj e o porão estão repletos de ladrinhos com a insignia nazista, a suástica. Eis algumas imagens:

Piso do Iserj com a suástica nazista - crédito: anônimo

Ladrilhos do porão do Iser com a suástica - crédito: Emanoelle Farias

Porão abandonado do Iserj - crédito: Emanoelle Farias

Muitos afirmam que as suásticas teriam sido colocadas na construção do Iserj, projeto de Bruhns e Cortes. Mas se analisarmos com cautela veremos que os azulejos foram colocados lá depois. A inauguração da Escola Normal vem ocorrer em outubro ou novembro do mesmo ano em que ficou pronta, em 1930, ano em que Getúlio Vargas recebeu da Junta Militar Provisória o poder governamental. Até então, o país não havia qualquer ligação com o partido nazista,que só chegaria ao poder na Alemanha em 1933. É bem provável, portanto, que os pisos tenham chegado ao Brasil apenas a partir de 1933, possivelmente como presente de Hitler a Getúlio Vargas.

As Mulheres de Hitler - Parte VI (Eva Paula Braun)



Eva Paula Braun nasceu em Munique em 6 de fevereiro de 1912 em uma família católica tradicional. Ela trabalhou por muitos meses como recepcionista num consultório médico e, então, com 17 anos, conseguiu um emprego como assistente de laboratório e modelo para Heinrich Hoffmann, fotógrafo oficial do Partido Nazista. Ela se encontrou com Hitler, 23 anos mais velho, no estúdio de Hoffmann em Munique em outubro de 1929. Ele foi apresentado a ela como “Sr. Wolf” (um apelido que ele usou nos anos 1920 por motivos de segurança). Ela o descreveu para os amigos como “um cavalheiro de certa idade, com um bigode engraçado, um casaco tipo inglês descolorido e carregando um grande chapéu de feltro.” Ele gostou da cor dos olhos dela, que lembravam os de sua mãe. A família de Eva se opôs ao relacionamento e pouco se sabe sobre ele nos dois primeiros anos.

Eva Braun tentou o primeiro suicídio em 1 de novembro de 1932, com a idade de 20 anos, atirando contra si mesma com a pistola de seu pai. Ela tentou suicídio mais uma vez em 28 de maio de 1935, tomando uma overdose de Fanodorm (comprimidos para sono). Após a recuperação de Braun, Hitler tornou-se mais comprometido com ela e conseguiu comprar com os direitos das várias fotografias dele feitas pelo estúdio de Hoffmann uma casa em Munique. Esta renda também garantiu a ela um carro, um motorista e uma empregada.

Eva sabia que Hitler jamais se casaria, já que o objetivo dele era apenas a Alemanha. Ela passava o dia fazendo exercícios, lendo livros e escrevendo em seu diário, onde ela reclamava da infelicidade por Hitler dispensar poucotempo a ela.
De acordo com o criado de Hitler, Heinz Linge, “ele telefonava para ela a cada dois dias. Se seus auxiliares ou (Martin) Bormann viajassem até Munique, ele lhes dava cartas para Eva.” Hitler apresentava Eva a seu círculo íntimo com palavras amáveis. Traudl Junge, a secretária de Hitler de longo tempo, lembrou que ele segurava sua mão, chamando-a de Mein Patscherl.




Eva tinha uma admiração incrível po Hitler. À medida que as tropas do Exército Vermelho avançavam pelas vizinhanças, em 29 de abril de 1945, eles casaram-se numa breve cerimônia civil (Eva contava 33 anos de idade e Hitler 56). Menos de 40 horas depois, o casal suicidou-se em uma sala bunker, Hitler com um tiro na têmpora e Eva com uma cápsula de cianeto. A historiografia sempre ressaltou a insignificância de Eva Braun, sua posição à margem das decisões que levaram aos piores crimes do século XX. O livro de Gortemaker fala de Eva como sendo um adorno, uma fútil pequeno-burguesa deslumbrada pelo poder de Hitler. Um dos papéis importantes de Eva na vida de Hitler é que Eva também era fotógrafa e muitas das fotos e filmes coloridos com o Führer abaixo foram feitos por ela.





Vídeos interessantes :








Fontes:              
A História Perdida de Eva Braun, Angela Lambert. Ed. Globo. 2007
Eva Braun – A vida com Hitler. Heike B. Gortemaker. Companhia das letras.
Os Carrascos Voluntários de Hitler. Daniel Jonah Goldhagen. Companhia das letras.       
Documentários:
Os Segredos do Terceiro Reich: As mulheres de Hitler. National Geographic

Livros:


Filmes:




As Mulheres de Hitler - Parte V (Winifred Williams Wagner)


Winifred Williams Wagner nasceu Winifred Marjoria William em Hastings, Inglaterra. Ela conheceu Siegfried Wagner no ano de 1914 no Festival de Bayreuth. Siegfried era homossexual, mas mostrou interesse em Winifred. Um ano após terem se conhecido se casaram. O casamento acabou com os encontros homossexuais de Siegfried. Winifred era nora de Richard Wagner cuja música era admirava por Adolf Hitler. Quando Hitler foi preso, Winifred mandou comida e, ajuda para que ele escrevesse sua autobiografia Mein Kampf. No fim da década de 1930 ela serviu como tradutora pessoal de Hitler nas negociações com a Inglaterra.


Embora Winifred fosse muito fiel a Hitler, ela negou que tivesse ligação com o Partido Nazista. Sua relação se tornou tão intíma que houve rumores de casamento de 1933. A casa dos Wagner se tornou o lugar favorito para Hitler. Em 1975-1976, ele foi entrevistada pelo Hans-Jürgen Syberberg, a entrevista seria para o seu filme « Hitler - un film d'Allemagne ». Ela confessa a Hans-Jürgen Syberberg detalhes sobre o Führer : « Tê-lo conhecido foi uma experiência imperdível ». Quando questionada sobre a sua reação caso reencontrasse Hitler caso ele estivesse a alguns passos da sua porta Winifred respondeu : « Eu o acolheria como o amigo que ele sempre foi ». Sua declaração levou ao próprio filho de Winifred a recusar sua presença no Centenário do Festival (1976).

Fontes:               
A História Perdida de Eva Braun, Angela Lambert. Ed. Globo. 2007
Eva Braun – A vida com Hitler. Heike B. Gortemaker. Companhia das letras.
Os Carrascos Voluntários de Hitler. Daniel Jonah Goldhagen. Companhia das letras.        
Documentários:
Os Segredos do Terceiro Reich: As mulheres de Hitler. National Geographic

As Mulheres de Hitler - Parte IV (Unity Valkyrie Mitford)



Unity Valkyrie Mitford era uma aristrocrata inglesa, é a quarta das seis irmãs Mitford. Fascinada pela vida militar, ela se engaja no Partido Nazista e com o passar do tempo se transforma em uma adoradora de Hitler. O home mao qual ela passa muito tempo procurando, chegando a muitas vezes a frequentar os lugares que Hitler frequenta, só para ter a chance de cruzar o seu caminho. O que mais cedo ou mais trade aconteceu e ele acaba sendo uma de suas amigas.

Com o tempo Hitler estava obsecado pela jovem britânica, a loira correspondia perfeitamente ao estereótipo ariano. Outras curiosidades que agradavam Hitler era que o seu segundo nome  Valkyria — e seu avô, Algernon Freeman- Mitford, 1º barão de Redesdale era amigo do seu compositor preferido Richard Wagner. Como Jane Dalley explica, “ Hitler era extremamente supersticioso, ele acreditava que Unity era alguém que estava destinada a ele".
À partir desse momemto ela recebia convites para reuniões do partido e sempre estava presente em comemorações do Estado. Hitler a descreveu como “ um modelo perfeito da mulher ariana”. Quando a Grã-Bretanha declarou guerra a Hitler, em 1939, Unity, então com 25 anos, escreveu uma carta ao führer e deu um tiro na cabeça com uma pistola ornada em pérola – presente do próprio líder nazista. A arma, fracassou tanto quanto as tropas do Reich na guerra: Unity sobreviveu. Com graves seqüelas neurológicas, teve de retornar à Grã-Bretanha, onde vivia sob os cuidados da mãe. No fim deste mês, foi levada a um hospital de Oxfordshire, pois seu estado de saúde havia se agravado. A bala jamais foi retirada de sua cabeça, já que a cirurgia seria arriscada demais. O inchaço cerebral causado pelo projétil provocou a meningite. Unity tinha 33 anos. Dois mistérios rondam o envolvimento de Unity com Adolf Hitler. O primeiro é o do suicídio da jovem e, o segundo é o de que  Unity estaria esperando um bêbê de Hitler. Uma investigação  foi feita pelo Channel 4 fazendo dessa história um documentário, o Hitler's British Girl, causando um frênesi na Inglaterra, pois muitos pensavam que talvez o filho de Hitler estaria morando em algum lugar do país, sem nem ao menos saber da sua descendência.

Saiba mais sobre a relação de Hiter com a britânica Unity:


Fontes: 
A História Perdida de Eva Braun, Angela Lambert. Ed. Globo. 2007
Eva Braun – A vida com Hitler. Heike B. Gortemaker. Companhia das letras.
Os Carrascos Voluntários de Hitler. Daniel Jonah Goldhagen. Companhia das letras.          
Documentários:
Os Segredos do Terceiro Reich: As mulheres de Hitler. National Geographic

As Mulheres de Hitler - Parte III (Angela “Geli” Raubal)



Angela “ Geli”  Raubal, sobrinha de Hitler. Foi a segunda filha de Leo Raubal e Angela Raubal, meia irmã de Hitler. Hitler conheceu Geli quando ainda era uma bêbê. Depois da viuvez da sua meia- irma Angela Raubal, Hitler a convidou para administrar a organização da sua casa, e foi em Berchtesgaden, ao sul da Alemanha que Geli, com 17 anos conheceu seu tio, já famoso no meio político. Muitos rumores  surgiram desse relacionamento entre tio e sobrinha. Rumores esses que Hitler desmentia com frequência.


Segundo confissões de Geli a Otto Strasser, Geli disse que participava de sessões sadomasoquistas com Hitler, chegando inclusive a urinar sobre sua cabeça. Historiadores sustentam que Hitler possuía uma obsessão doentia pela sobrinha. Geli Raubal foi objeto de uma paixão possessiva e doentia de Hitler, e sua morte, aos 23 anos, nunca foi esclarecida totalmente. Incesto e ciúme teriam sido as possíveis causas do suicídio. Poucas semanas depois do suicídio de Geli, Goebbels em um diálogo com Hitler: “Então ele me fala em Geli, a quem tanto amava. Brotam-lhe lágrimas”.


Historiadores confirmam que, Geli e sua mãe Klara Hitler foram as duas únicas pessoas que tiveram um fator emocional determinante na vida do líder político alemão. Hitler fez uma estátua a Geli e, todos os anos, no aniversário de sua morte, fechava-se durante horas no quarto da falecida Geli.
Após este fato, Hitler virou-se determinadamente para a política, sustentando unicamente relações com Eva Braun, a assistente do estudo fotográfico de Heinrich Hoffmann.


Fontes: 
A História Perdida de Eva Braun, Angela Lambert. Ed. Globo. 2007

Eva Braun – A vida com Hitler. Heike B. Gortemaker. Companhia das letras.
Os Carrascos Voluntários de Hitler. Daniel Jonah Goldhagen. Companhia das letras.          
Documentários:
Os Segredos do Terceiro Reich: As mulheres de Hitler. National Geographic

As Mulheres de Hitler - Parte II (Maria Reiter)


Conhecida como "Mimi" ou "Mitzi" Maria Reiter conheceu Hitler quando tinha apenas 16 anos. Ela contou sua história à revista alemã Stern em 1959, de acordo com o artigo da revista, Hitler ", disse a ela que queria que ela fosse sua esposa, e que gostaria de fundar uma família com ela, ter filhos loiros, mas que no momento ele não tinha tempo para pensar nessas coisas ". Repetidamente Hitler falou de seu dever, sua missão.  Disse-lhe para esperar por ele e que eles iriam viver juntos. Após esta declaração Hitler a ignorou por meses, mergulhando a jovem na depressão. 
Mitzi tentou se enforcar, mas seu cunhado, encontrou-a minutos antes da tentativa de suicídio. Os detalhes da história de Reiter sobre seu relacionamento físico com Hitler não foi confirmado. Segundo o testemunho da sua irmã Paula Hitler que afirmou a paixão do irmão pela jovem,  Paula Hitler disse que de todas as mulheres Maria Reiter era a única mulher que poderia ter refreado seus impulsos destrutivos.




Fontes:
A História Perdida de Eva Braun, Angela Lambert. Ed. Globo. 2007
Eva Braun – A vida com Hitler. Heike B. Gortemaker. Companhia das letras.         
Documentários:

Os Segredos do Terceiro Reich: As mulheres de Hitler. National Geographic

As Mulheres de Hitler - Parte I

Por Kele Ransom




Maria Reiter, Unity Valkyrie Mitford, Angela Geli Raubal, Winifred Williams, Eva Braun o que essas mulheres tem em comum ? A paixão delas por Adolf Hitler. Eu sei, você deve estar se perguntando o que chamou a atenção dessas mulheres em Hitler ? Então vem comigo, vamos desvendar juntos esse mistério. O que não se pode negar é que, a solteirisse de Adolf Hitler era importante para a máquina de propaganda de Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Hitler. O que é inegável é que devido a essas propagandas, centenas de mulheres morriam de amores por Adolf.

Os filmes documentados por Eva Braun mostravam uma imagem, de Hitler como uma homem solitário e solteiro. Hitler queria justamente manter essa imagem, uma imagem de alguém comprometido sim, mas com o seu país, a Alemanha. Nenhuma distração seria possível. Alguns historiadores constataram que Hitler se envolveu com cada uma dessas mulheres citadas acima. Estão curiosos queridos leitores? Eu também estou curiosíssima. Vou contar em detalhes a história de cada uma delas.




Fontes:
A História Perdida de Eva Braun, Angela Lambert. Ed. Globo. 2007
Eva Braun – A vida com Hitler. Heike B. Gortemaker. Companhia das letras.
Os Carrascos Voluntários de Hitler. Daniel Jonah Goldhagen. Companhia das letras.          
Documentários:
Os Segredos do Terceiro Reich: As mulheres de Hitler. National Geographic

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Quem foi Günther von Kluge

Por Raíssa Leporage

Todos conhecem Hitler e todas as atrocidades que ele fez contra a humanidade. Mas ele não agiu sozinho, ele possuía muitos homens de confiança que o ajudaram durante as suas conquistas.

Faremos uma série com esses generais que podem ser considerados alguns dos “braços direitos” do Führer. O primeiro deles é Günther von Kluge.

Günther von Kluge

Gunter Von Kluge, nasceu em 30 de outubro de 1882 na pequena cidade de Posen, cerca de 280km da Capital Berlim. Filho de militares prussianos ele ingressou no exercito alemão ainda na primeira guerra mundial, contudo foi no período entre guerras que a sua carreira militar decolou, sendo em 1930 coronel, major general em 1933 , em 1933 tenente general em 1934 e em 1936 recebeu um comando de um grande grupo de exércitos, o Comandante do Oeste.

Kluge era adepto da guerra móvel conhecida como Blitzkrig (guerra relâmpago), que consistia em ataques rápidos e de surpresa pegando assim o inimigo desprevenido gerando uma desorganização para os combatentes e consequentemente desmoralizando os outros combatentes.

Com a Eclosão da segunda guerra Kluge foi responsável pelo 4º Exército na invasão da Polônia e com esse mesmo exercito lutou na França e depois foi mandado para o front na Rússia o que veio a causar um mal estar com Hitler pois esse queria que ele conquistasse Moscou com esse exercito, contudo as condições climáticas não estavam ajudando a locomoção das tropas, lembrando que nesse período ocorreu um dos inversos mais severos daquela década.

Kluge sofreu um acidente de carro em 1943 só podendo voltar a ativa em 1944 quando se tornou o comandante dos exércitos do oeste.

Günther von Kluge

Quando acorreu o atentado contra Hitler em 20 de Junho de 1944 mesmo contra sua vontade se juntou aos conspiradores até o momento em que descobriu que ele continuava vivo e com isso cancelou as ordens dadas pelos outros generais. Sendo assim, essa decisão de Kluge foi uma das principais razões para que o golpe não desse certo.

Kluge caiu em desgraça quando estava perdendo o lado ocidental e a partir de uma contra-ofensiva em cima dos aliados que foi um fracasso tendo que recuar as suas tropas, sendo assim mal visto por Hitler, foi destituído do comando e subsistido por Walter Model. Ao ser convocado para se apresentar na Capital, já esperava o que iria acontecer, ele se matou em 19 de Agosto de 1944 ingerindo cianureto.

Fontes:

Google Books

O Homem que Calou Hitler: Jesse Owens

Por Felipe Carvalho


Hitler acreditava na supremacia da raça ariana sobre as demais, e nos jogos olímpicos de 1936, sob a batuta do próprio führer, Jesse Owens, negro, americano, calou o estadio olímpico de Berlin ao ganhar 4 medalhas olímpicas no esporte, até então, o mais nobre das olimpíadas.


Mas algo pouco mencionado na história do evento, revela, em partes, que as teorias de Hitler estavam "certas" (entre aspas), a Alemanha se sagrou campeã olímpica como podemos conferir no quadro abaixo.


Confira imagens históricas dos jogos olímpicos de 36:


domingo, 27 de abril de 2014

Filmografia - Hitler, a ascensão do mal



Por: Gabriela Rodriguez


Sinopse:
A ascensão do mal começa por fazer o retrato da mente jovem e em desenvolvimento de um louco embrionário, acompanhando-o nos seus anos de formação e em como evolui no homem que explorou a nação, que apelou por um líder que pudessem seguir. Motivado pela raiva e distorcido pelo ego, Hitler luta num mundo que acredita dever-lhe algo, seduzindo a Alemanha numa dança macabra de rendição e controle. Um Poderoso Documento Sobre o Mal.

Este foi um filme feito para TV, produzido pela CBS, e sem dúvida uma das obras que mais detalhou a vida do ditador alemão no período anterior a Segunda Grande Guerra, desde a infância até a tomada do poder pelo partido Nazista, em 1933. Por ter quase quatro horas de duração, foi dividido em duas partes e exibido pelo History channel, seu elenco conta com nomes como: Robert Carlyle, Jena Marlone, Liev Schreiber, entre outros.

Por mostrar como era Hitler desde a infância, e toda a trajetória que sua mente doentia planejou, e conseguiu realizar, até atingir o poder faz com que esse filme seja extremamente interessante. No entanto, ele peca em alguns detalhes. A atuação de Robert Carlyle como Hitler parece, em algumas cenas, caricata, mostrando-o como um louco estridente, o que deturpa a principal artimanha do ditador que era o poder de oratória e convencimento das massas.

O longa também dá mais destaques a personagens que não o mereciam como é o caso de Ernst Hanfstaengl (interpretado por Liev Schreiber) que foi um aristocrata conhecido como o pianista de Hitler e na trama tem um papel de conselheiro e entusiasta do Partido Nazista. Em dado momento do filme, Ernst aconselha Hitler a adotar um visual característico, sendo nesse momento que o futuro ditador resolve adotar o famoso bigode.

Porém, apesar desses pequenos deslizes o filme é extremamente recomendado e, por isso segue o trailer abaixo, para dar um pequeno gostinho:






Bibliografia:

http://cinema10.com.br/filme/hitler---a-ascensao-do-mal
http://www.filmesepicos.com/2012/09/hitler-ascensao-do-mal-2003.html#more

quinta-feira, 24 de abril de 2014

As paródias de A Queda!

por Brunna Odete

O filme A Queda! - As Últimas Horas de Hitler, dirigido pelo alemão Oliver Hirschbiegel, foi indicado ao Oscar de melhor filme em 2005. É o filme mais conhecido sobre Adolf Hitler.
Ao longo desses anos o longa inspirou inúmeras paródias. A maioria delas na marcante cena em que o Füher, interpretado por Bruno Ganz, percebe a derrota e desconta toda sua raiva sobre seus generais.
Como o filme é alemão, língua não tão simples de ser compreendida, os internautas aproveitam para satirizar os mais diversos temas, como: futebol, política, universidades, exame da OAB, e até mesmo sátira da sátira, onde Hitler descobre que estão sendo feitas paródias sobre ele.
A Constantin Film, estúdio responsável pelo filme, pediu a retirada de todos estes vídeos da rede devido a violação dos direitos autorais. Mas como todos nós sabemos é muito difícil controlar a internet, então muitos dos vídeos ainda estão disponíveis.
O diretor, Oliver Hirschbiegel, ao ser perguntado pela New York Magazine, disse que ri das paródias. "Você não pode ter um melhor elogio como um diretor", garantiu.

Assista aqui algumas dessas paródias:


Fontes:
G1 

terça-feira, 22 de abril de 2014

Clipping: "Homenagem" em aniversário de Adolf Hitler assusta itajaienses

Postado por Vinícius Corrêa

Foto: José Rogério Jesus, RIC TV Record

"Um amigo de Itajaí ficou assombrado ao se deparar com cartazes homenageando o aniversário de Adolf Hitler, ocorrido no domingo (20/4). As peças trazem a assinatura de White Front (algo como “Frente Branca”) e foram coladas em postes no Centro da Cidade. Nos cartazes, a imagem do líder nazista com a mensagem: “Heróis não morrem. Parabéns Führer”. A existência de um suposto grupo ou de simpatizantes do nazi-fascismo é algo novo e intrigante para aquela comunidade".

Fonte: Blog do Marquinhos Espíndola

Os sobreviventes de Hitler - Parte 1: Eva Schloss

Por Vinícius Corrêa

Eva Schloss

No dia em que faria 15 anos de idade, Eva Schloss e sua família foram presas pela Gestapo, a polícia secreta do Estado Nazista. Chegou a ser levada pelo nazismo para a Auschwitz, o campo de concentração localizado na Polônia, onde ficou por nove meses. Em janeiro de 1945 conseguiu escapar quando tropas soviéticas conquistaram a região, libertando os presos. Ela e sua mãe foram libertadas, mas perdeu seu pai e seu irmão. Em maio de 1945 foi repatriada em Amsterdã, onde passou a infância. Eva nasceu em Viena, na Áustria, em 1929.

Ela é uma das sobreviventes do Holocausto mas passou anos sem que conseguisse falar sobre o assunto, até que resolveu compartilhar seus sentimentos e sua história com a publicação do livro "A História de Eva", lançado em 1988. Sua vida também é relatada em outros dois livros: "Depois de Auschwitz - o Emocionante Relato de Uma Jovem que Sobreviveu ao Holocausto" e "The Promise: The Moving Story of a Family in the Holocaust", este ainda sem publicação em português.

Eva Schloss é também meia-irmã de Anne Frank, uma judia que morreu aos 15 anos no campo de concentração e que ficou famosa após a publicação do seu diário que contava suas experiências na época que sua família era fugitiva da Gestapo.

Geneton Moraes Neto, repórter da Globo News, entrevistou em 2011 Eva Schloss, com 81 anos na época. Veja abaixo a entrevista no programa "Dossiê Globo News":


sábado, 19 de abril de 2014

Um Retrato de Hitler

Um Retrato de Hitler, por John Gunther* (Inside Europe, 1940)


Livro: O grande livro do jornalismo. Editado por  Jon E. Lewis.


O resumo do texto “Um Retrato de Hitler”

Por Ana Carolina Bispo


Gunther já inicia seu texto falando “ADOLF HITLER, IRRACIONAL, contraditório, complexo, é um personagem imprevisível;” Na introdução o jornalista fala um pouco  de como os alemães viam Hitler. Ele afirma que para milhões de alemães honestos ele era sublime, uma figura de adoração que os enchia de amor, medo e êxtase nacionalista. E para muitos outros ele era fraco e ridículo, um charlatão e um demagogo mentiroso.

       O Ser humano Hitler

Hitler nasceu na Áustria, em 1889 e tinha um desejo profundo de ser artista. Mas seus quadros eram sem ritmo, cor, sentimento ou fantasia espiritual. Os professores de Viena teriam mandado ele para escola de arquitetura, pois seus desenhos eram como de um arquiteto. Não chegava perto da cultura e peso intelectual, por exemplo, de Mussolini. Quase não lia nada e não gostava de intelectuais.

Hitler achava difícil tomar decisões rápidas, ele não tinha harmonia interior e não era um homem forte.  Por algum tempo se dizia que o melhor traço de Adolf era a lealdade. E na verdade ele foi leal... Claro que aos que nunca discordaram dele, que lhe deram obediência absoluta.

Ele era tão fanático e estranho que acreditava nas suas próprias mentiras. Em uma entrevista ao Daily Mail, ele disse que a revolução nazista custou apenas 26 vidas. Dentre tantas outras mentiras, ele prometeu matar-se se o golpe de Munique falhasse; falhou, e ele continuou vivo.

       O homem sem hábitos

O jornalista menciona que já próximo aos 51 anos as condições físicas do ditador não eram boas.Ele não praticava exercícios e teve alguns problemas de saúde: complicações pulmonares quando menino e ficou cego por causa do gás venenoso da guerra. Em 1935, foi revelada uma operação que Hitler fez meses antes, para retirar um pólido nas cordas vocais.
“Eu não sei quando finalmente fecharei os olhos, mas sei que o partido continuará e governará. Líderes vêm e líderes morrem, mas a Alemanha viverá... O Exército deve manter o poder dado à Alemanha e protegê-lo.”

Esse discurso levou a rumores, não confirmados, de que o tumor na garganta de Adolf era maligno, e que ele tinha um câncer.

Ele adorava música, frequentava ópera todas as vezes que podia. Em muitas noites chamava seu amigo, Hanfstaengl para tocar até ele dormir, de vez em quando Schumann ou Verdi, com mais frequência Beethoven e Wagner, pois ele precisava da música como de droga.

Não ligava para livros, nem para roupas, muito pouco para amigos e nada para comida ou bebida. Não fumava nem bebia, e não deixava ninguém fumar perto dele. Era praticamente vegetariano.

Hitler não gostava de Berlim preferindo Munique ou Berchtesgaden.

       Amigos

Hitler era um homem de poucos amigos. Mesmos seus funcionários permanentes que podiam vê-lo constantemente nem sempre eram considerados íntimos. Seu mais íntimo assessor, ministro do Exterior, Herr Von Ribbentrop, era uma das pouquíssimas pessoas que podiam encontrá-lo a qualquer momento sem marcar hora.

Era indiferente com as pessoas e não permitia nenhum acesso mais íntimo. Um colega do jornalista,autor do texto, viajou com ele por dois meses nas campanhas eleitorais de 1932 e afirmou que  o Führer jamais falou com ninguém, não se mexia e nem sorria nas longas horas no ar.

Apesar de não de expor sua fraqueza e represar as emoções, muitas vezes ele explodia e entrega-se a ataques de choro. Houve tempo em que chorava muitas vezes quando não conseguia impor sua vontade.

       Atitude para com as mulheres

Não possuía nenhum interesse por mulheres, pensava nelas como donas de casa, mães ou mães potenciais, para fornecer filhos à pátria.Frau Göbbels dava festas noturnas, para as quais convidava mulheres bonitas e distintas a fim de conhecer  Hitler, mas jamais conseguiu arrumar um par para ele.

Muitos jornalistas alemães investigaram a possibilidade do Líder ser homossexual. Verificaram todos os alojamentos onde ele dormia, entrevistaram donos de cervejaria, garçons de cafés, senhorias, carregadores. Não se descobriu nada, nenhuma relação íntima com ninguém de qualquer sexo. A maioria dos escritores e observadores alemães mais bem equipados para conhecê-lo julgava-o virgem.

       Atitude para com o dinheiro

Não dava muita importância ao dinheiro tudo o que ele precisava o Estado fornecia. O salário recebido pelo Estado ele doava a um fundo que sustentava operários que sofreram acidentes de trabalho. Pode ser que tenha empregado boa parte de sua fortuna pessoal com sua autobiografia, Mein Kampf, livro que era leitura obrigatória para os alemães e a um alto preço.
Mas é muito difícil na Europa descobrir os dados das fortunas dos dirigentes, pois era proibido para os investigadores de todos os países.

       Atitude para com a religião

Foi educado como católico, mas logo cedo perdeu a fé e não assistia a ofícios religiosos de nenhuma espécie. Ele buscava eliminar tudo aquilo que pudesse atrapalhar ou competir com seu objetivo: a unificação da Alemanha. Portanto, ao formar seu governo travou uma luta contra os católicos, protestantes, judeus, banqueiros, lojas de departamento e tudo que era internacional que não poderia fazer parte de uma Alemanha pura e genuína. Hitler no seu desejo louco de livrar a Alemanha de elementos não germânicos se opunha a qualquer coisa que não pudesse ser 100% nacional. Considerava o catolicismo uma força competitiva e perigosa, porque exigia do homem duas alianças o que para o Adolf era insuportável aceitar.

Já a Igreja protestante era mais fácil de suportar, pois supostamente a Igreja Luterana era alemã e nacionalista. Hitler achava que bastava colocar um capelão do exército, um feroz nazista, poderia coordenar a Igreja Evangélica na Alemanha e pô-la a seu serviço. Porém a questão não teve sucesso e foi motivo de discórdia. Em um discurso  Heiden cita uma observação de Hitler: “Nós não queremos outro Deus além da própria Alemanha.”
Uns dos ressentimentos de Hitler contra Deus é o fato de Jesus ser judeu. E por isso não perdoava nem aos judeus nem aos cristãos. Muitos nazistas negavam que o Cristo fosse judeu. Outro ressentimento foi por Deus ter permitido a derrota da Alemanha para os franceses na Grande Guerra. Pois nenhum Deus que permitisse que franceses e outras raças “inferiores” ganhassem a guerra, seria um Deus satisfatório para os alemães.

Com 17 anos Hitler encontrou pela primeira vez um judeu com trajes nativos. Este encontro influenciou no seu antissemitismo. E mais tarde essa fúria aumentou e ele dizia que os judeus tomavam empregos dos “alemães”, controlavam a imprensa, o teatro, as artes de Berlim; havia advogados, médicos, professores judeus, era uma pestilência; “pior que a Peste Negra”.

Muito antes de se tornar Chanceler, Hitler não se permitia falar com um judeu nem ao telefone.

       “Sou eu guardião do meu irmão”

Muitas precauções para proteger o Líder de um possível assassinato são tomadas. O tenente Brückner, principal ajudante, geralmente senta-se sempre ao lado de Hitler. Se a ocasião é de cerimônia e estão presentes grandes multidões, a rota é ladeada por homens da SS (Camisas Negras) alternadamente de frente e de costas armados com fuzis.

       Fontes pessoais de poder


Uma das qualidades positivas de Hitler era sua objetividade, sua intenção fixada em um propósito. Suas táticas poderiam mudar a estratégia também, mas o objetivo, jamais. Outra que pode ser destacada era o vigor. Todos os ditadores eram vigorosos, na realidade precisavam ser. Entrevistadores que falaram com ele na véspera de uma eleição, depois que fizera vários discursos em um dia, por toda a Alemanha, a semana toda, encontraram-no disposto e calmo.

“Quando tenho uma missão a cumprir, terei força para ela”.

Se um dos homens que Hitler escolheu falhassem, era morte certa. Quando precisava comentar sobre algo desagradável, em geral fala depois da 20 horas, para que os jornais estrangeiros só pudessem publicar uma versão apressada e talvez distorcida das palavras dele.

O Führer era de uma vaidade extrema, mas de forma curiosa não era vaidade pessoal. Mussolini deve ter dado retratos autografados a milhares de admiradores desde 1922. Os que Hitler concedeu a amigos podem ser contados nos dedos das mãos.

Antony Eden, quando visitou Berlim na primavera de 1935, e conversou com Hitler por sete horas, haveria falado que ele tinha um “completo domínio” de questões estrangeiras. Isso, claro, era bobagem. Pois ele não sabia nada sobre questões estrangeiras. Na verdade o que Eden quis dizer foi que Hitler mostrou um firme domínio de sua própria opinião das questões estrangeiras. 


Jornalista free-lance americano na Europa, Gunther escreveu uma série de Best-sellers intitulados Inside Europe, dando o ‘verdadeiro furo’ sobre o povo e os assuntos do continente. O texto abaixo é um trecho do retrato falado de Adolf Hitler.