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terça-feira, 8 de abril de 2014

Dicas do Adolfo: "Joseph Goebbels, uma biografia", de Peter Longerich


Acaba de ser lançado. Tijolaço de mais de 800 páginas.

Sinopse publicada no site da Livraria da Travessa:

“A biografia definitiva. Leitura obrigatória.” - Die Welt 

“Peter Longerich é um dos maiores especialistas em Terceiro Reich e holocausto.” - Frankfurter Allgemeine Zeitung

Joseph Goebbels, antissemita radical e idealizador do nazismo, gostava de se ver no papel de um intelectual, e suas funções não se limitaram ao Ministério da Propaganda. Dada sua capacidade retórica, seu desejo de ser protagonista e sua absoluta lealdade ao Führer, ele se converteu em um dos principais dirigentes nazistas e, assim, contribuiu para a radicalização da política antissemita e totalitária do regime. Supostamente, seu objetivo primordial era ser o guia de um aparato de propaganda colossal e onipresente, capaz de produzir uma absoluta harmonia entre o “povo e seu Führer”.

Primeiro biógrafo a se debruçar metodicamente nos diários de Goebbels, Peter Longerich penetra de forma única no círculo íntimo do poderio nazista. O autor revela as complexas relações que uniam Goebbels, sua mulher e Hitler, a personalidade maníaco-depressiva do arquiteto da propaganda nazista e seu papel como confidente do Führer até o suicídio. 

Com base nas gravações de seus discursos, Longerich explora o funcionamento do “método Goebbles” de manipulação de massas e demagogia que moldou a opinião pública alemã e permitiu que ela fosse inteiramente controlada pelo Partido Nazista. 

Resultado de uma pesquisa minuciosa, Goebbels: uma biografia desmonta a máquina nazista peça por peça e expõe a personalidade assombrosa de um dos homens mais influentes do Terceiro Reich. 

Para checar mais detalhes, clique AQUI.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Goebbels, o holofote de Hitler

Orador Hipnótico e arquiteto da imagem messiânica de Führer.


Por Úrsula Castro da Silva

Como explicar um fanatismo quase cego de uma nação historicamente ilustrada, pátria de pensadores da estirpe de Kant, Schopenhauer e Nietzsche?

Para muitos analistas internacionais, a resposta está em um homenzinho coxo, de orelhas caídas e boca solta, que atende pelo nome de Josef Goebbels. Não é exagero dizer que foi ele, o Ministro da Propaganda do Reich, quem arquitetou a imagem pública de Hitler - não apenas como líder político, mas como o Messias da nação alemã, na acepção mais sacra da palavra.

Em novembro de 1926, Adolf Hitler o nomeou líder do distrito em Berlim e em 1928, o bem-sucedido orador, brilhante propagandista e jornalista editor de "O Assalto" (e de 1940 a 1945, de "O Império"), ganhou o posto de diretor de propaganda do Partido, para toda a Alemanha.

Até janeiro de 1933 (ascensão de Hitler), trabalhou na construção do poder nazista em Berlim e então, criou o mito do "Führer" (líder, dirigente) ao redor da pessoa de Adolf Hitler.

Instituiu o ritual das celebrações e demonstrações do partido, que teve um papel decisivo para converter as massas ao Nacional Socialismo.

Depois da "tomada de poder", o "Ministério Nacional para Esclarecimento Público e Propaganda" foi criado para Goebbels, chegando também a ser presidente da "Câmara de Cultura" para o "Reich". No ministério, controlava a imprensa, o rádio, o teatro, os filmes, a literatura, a música, e também as belas artes. O objetivo de sua propaganda na mídia era criar esperanças, citando paralelos históricos e fazendo outras comparações, conjurando leis de história pretensamente imutáveis ou, como último recurso, referindo-se a algumas armas secretas.

Aparecia constantemente perante o público, muito depois que outros proeminentes nazistas já se retiravam a seus abrigos e fortificações.

Goebbels foi um verdadeiro mestre em seu ofício. Foi ele o responsável pela frente de propaganda das sucessivas campanhas eleitorais que acabaram por conduzir Hitler ao cargo de chanceler. Foi ele quem cunhou e tornou compulsória a saudação Heil Hitler - "Ave Hitler", ou "Vida longa a Hitler" - entre os integrantes do partido nazista. E foi ele que, com controle total sobre rádio, televisão, imprensa, cinema e teatro, conseguiu conquistar o apoio maciço da população às decisões de Hitler - quaisquer que fossem elas.

Fonte:
Goebbels "O diário de um nazista"
Revista Veja - Edição II Guerra Mundial
Infoescola
Wikipedia