sábado, 19 de abril de 2014

Os falsário de Hitler

Por Lilian de Castro

Um plano mirabolante arquitetado silenciosamente durante a Segunda Guerra Mundial pretendia arruinar a economia inglesa. A idéia era espalhar pelo Reino Unido milhões de libras falsificadas. O enredo do esquema pouco conhecido, narrado em Os Falsários de Hitler, lembra uma obra de ficção.

O plano inicial era espalhar uma quantidade de notas falsas equivalente a 30% da moeda em circulação. Além dos próprios nazistas, a sabotagem aprovada por Adolf Hitler foi protagonizada por prisioneiros judeus, banqueiros, especialistas em lavagem de dinheiro, investigadores, “patifes em geral”, assim eram considerados os Judeus e quem participava, faziam qualquer sujeira, quando na verdade lutavam por sua sobrevivência. Para os judeus, a missão representou uma pausa no caminho à câmara de gás. O sucesso ou o fracasso dela, porém, trazia de volta a dúvida quanto ao próprio destino.

O oficial Bernhard Krueger, que comandava a operação, logo localizou nos arquivos criminais o falsário ideal, Salomon Smolianoff , ele teria falsificado dinheiro na prisão com uma chapa de gravação escondida no sapato. Ele era judeu, e estava em um campo de concentração, onde por sobrevivência e inteligência fazia desenhos dos nazistas que eram muito vaidosos, e conseguia algumas “regalias” como comida, fazendo retratos e pinturas no Campo de Concertação. Ele foi transferido de Campo de Concentração e sob direção especializada, a mão-de-obra judaica fez a indústria funcionar durante toda a guerra.

O livro tem o mérito de desvelar um episódio pouco conhecido dos tempos do nazismo. “É a história da maior operação de falsificação de dinheiro em tempos de guerra”, afirma Malkin. “Mas também da luta silenciosa pela sobrevivência individual travada pelos judeus, vítimas do maior tirano de todos os tempos. O filme os Falsários, retrata a forma humilhante em que os Judeus viviam nos Campos de concentração, eles lutaram fazendo trabalhos obrigados para que sobrevivessem, muitos morreram, e os que se sujeitaram ajudaram os nazistas a se sustentar falsificando dinheiro, Libras e Dólar.

O filme também retrata a união pela sobrevivência. Com o fim de Guerra, a Operação Bernardo foi à maior falsificação dos tempos, e alguns Judeus que participaram conseguiram sobreviver. Salomon Smolianoff, foi um Judeu que trabalhou  pela sua sobrevivência, e de seus companheiros, para os Nazistas que os mantinham por interesse para derrubar a Inglaterra. Em troca permaneciam em um campo de concentração, menos humilhante, e com tratamento um pouco mais tranqüilo, para que produzissem  mais para os Nazistas. Mesmo assim eles tinham perdas diárias dos seus companheiros, quem servia para eles eram mantidos vivos, e quem não serviam eram fuzilados. O filme retrata o dia-a-dia dos homens forçados a falsificar cerca de 132 milhões de libras, e as técnicas utilizadas nas operações da Segunda Guerra Mundial, um pouco da vida real dos personagens principais. Uma história que ficou desconhecida por cerca de 50 anos, um plano que poderia ter mudado o rumo dos acontecimentos se não fosse a ofensiva da Rússia, que mudou o destino dos Judeus.


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